terça-feira, 3 de novembro de 2009

Em breve o blog do poeta AGONZ



Utopia

Meu dia começa quando te vejo.

Ando com teus passos, pois só assim caminhamos juntos.

Rezo para que um dia nossos corpos se encontrem.

Insinuante, vestido de vermelho, acompanhado de uma calça Jeans.

Olhos atentos a buscar um futuro melhor.


Laços de amizade nos mantém juntos.

União quase perfeita, eu queria um pouco mais...

Ilha... É assim que te defino.

Solitária e paradisíaca.


Minha estrada segue paralela a tua.

Os nossos caminhos não se cruzam.

Nunca é uma palavra forte demais, ainda

Tenho esperança... Ainda

Espero por ti.

Infinitamente anseio por um final feliz.

Ratifico o meu amor e minha amizade.

O amanhecer , quem sabe, pode me proporcionar o que tanto desejo, desejo-te!

AGONZ

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Terceira Margem

Encolho-me no canto do quarto
tal qual um menino se encolhe
surrado pelo pai.
As paredes crescem e envolvem-me,
o teto desaba, ‘baixo a cabeça,
deixo soterrar-me.
O ar que adentra meus pulmões
é gás carbônico bem sei
que tudo está perdido.
Não me mexo, imóvel, inútil!

A terceira via da terceira classe,
terceira ordem; sub-mundo,
sub-humano, sub de qualquer coisa.
Então, sento-me e espero,
pois que chegue o que tem de chegar
e se não chegar,
tudo bem!
O telefone pode não tocar,
ele pode não vir,
aliás, nunca ninguém vem...

Permaneço imóvel, encolhido no canto,
soterrado por mim mesmo
e choro por Você.
Tenho medo das paredes
que têm braços, pernas, bocas;
que sorriem e que batem.
Mas tenho mais medo
da navalha que vem na boca
dos homens e que me deixa
sangrando no canto do mundo.

É-me terrível o sol,
pertenço à classe sub-raça de treva.
As nuvens se aproximam,
nublam o tempo da existência
como a pressão aniquiladora
que prende-me ao canto,
onde permaneço imóvel,
apanhando das paredes disformes.
Os relâmpagos iluminam o breu
e dos olhos do vulto brota a chuva...


Eduardo Von Hanzen

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Terceira Margem by Eduardo Von Hanzen is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
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Memória

Eu sou um rio
Um rio que corre só
Só na multidão sem sentir
Sem sentir o frio que faz
Faz anos que não sei
Não sei mais quem sou
Sou eu, não eu, enfim
Enfim vivo de memória
Memória que insiste em voltar
Voltar ao tempo infante
Infante que não sou mais
Mais um menino que outrora
Outrora um menino eu fui
Fui embora de mim assim
Assim para nunca mais voltar!

Eduardo Von Hanzen

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Errante

Os cantores e músicos não
deveriam expirar.
Isso deveria caber aos poetas,
miseráveis indomáveis
Que seguem errantes no solo
do filho de Jeovah.

E se hão de viver a morte de
E se hão de viver a morte
E se hão de viver a
E se hão de viver
E se hão de
E se hão
E se

E se fosse eu a morrer?

Nem cantores nem músicos...
Que atores insondáveis habitam meu ser?
Serei pacóvio?

Não!
Não!
NÃO!

Apenas aprendiz de apedeuta.
Apenas aprendiz de apedeuta.
Apenas aprendiz de apedeuta.


Eduardo Von Hanzen



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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Bragi Editora



Lançamos hoje, os trabalhos da Bragi Editora, que terá por finalidade a divulgação de Arte e Literatura. Estão à frente deste projeto, o Escritor Ricardo Marques, o Investidor Fabiano Lopes e eu, o Poeta Eduardo von Hanzen. Traremos em breve, ao lume das artes, nossas publicações.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Trechos de Sá-Carneiro, do livro A Confissão de Lúcio

"— Ah! sim, talvez não compreendesse… Ainda lhe não expliquei.
Ouça: Desde criança que, pensando em certas situações possíveis numa existência, eu, antecipadamente, me vejo ou não vejo nelas. Por exemplo: uma coisa onde nunca me vi, foi na vida — e diga-me se na realidade nos encontramos nela? Mas descendo a pequenos detalhes"

"A minha imaginação infantil sonhava, romanescamente construía mil aventuras amorosas, que aliás todos vivem. Pois bem: nunca me vi ao fantasiá-las, como existindo-as mais tarde. E até hoje eu sou aquele que em nenhum desses episódios gentis se encontrou. Não porque lhes fugisse… Nunca fugi de coisa alguma."

"Entretanto, na minha vida, houve certa situação esquisita, mesmo um pouco torpe. Ora eu lembrava-me muita vez de que essa triste aventura havia de ter um fim. E sabia de um muito natural. Nesse, contudo, nunca eu me figurava. Mas noutro qualquer. Outro qualquer, porém, só podia dar-se por meu intermédio. E por meu intermédio — era bem claro — não se podia, não se devia dar. Passou-se tempo… Escuso de lhe dizer que foi justamente a "impossibilidade" que se realizou…"

"Dentro da vida prática também nunca me figurei. Até hoje, aos vinte e sete anos, não consegui ainda ganhar dinheiro pelo meu trabalho. Felizmente não preciso… E nem mesmo cheguei a entrar nunca na vida, na simples Vida com V grande — na vida social, se prefere. É curioso: sou um isolado que conhece meio mundo, um desclassificado que não tem uma dúvida, uma nódoa — que todos consideram, e que entretanto em parte
alguma é admitido… Está certo. Com efeito, nunca me vi "admitido” em parte alguma. Nos próprios meios onde me tenho embrenhado, não sei por que senti-me sempre um estranho…"

"Quando era pequeno — ora, ainda hoje! — apavoravam-me as ogivas das catedrais, as abóbadas, as sombras de altas colunas, os obeliscos. As grandes escadarias de mármore… De resto, toda a minha vida psicológica tem sido até agora a projeção dos meus pensamentos infantis — ampliados, modificados; mas sempre no mesmo sentido, na mesma ordem: apenas em outros planos."

"Toda a gente me crê um homem misterioso. Pois eu não vivo, não tenho amantes… desapareço… ninguém sabe de mim… Engano! Engano! A minha vida é pelo contrário uma vida sem segredo. Ou melhor, o seu segredo consiste justamente em não o ter."

"Ah! Lúcio, Lúcio! tenho medo — medo de soçobrar, de me extinguir no meu mundo interior, de desaparecer da vida, perdido nele…"


Palavras de Ricardo de Loureiro,mas parece que fui eu quem escreveu isso...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Pessoal da Faculdade